Menos médicos por habitante do país, distâncias de barco e capitais que concentram quase tudo. 23028 estabelecimentos em 45 cidades.
O Norte tem a menor densidade de médicos do Brasil: cerca de 1,5 por mil habitantes, metade do Sudeste, segundo a Demografia Médica do CFM. E eles estão nas capitais. Manaus e Belém reúnem os hospitais de referência, os centros de oncologia e os especialistas; no interior, a UBS fluvial e o hospital de pequeno porte são o que existe, e a viagem até o atendimento pode levar dias.
O SUS é o sistema de praticamente todo mundo. A cobertura de plano de saúde fica em torno de 10% da população, a menor das cinco regiões, e as clínicas particulares se concentram em poucos bairros das capitais. Regulação para cirurgia e exame de imagem é longa, e a transferência aérea ou fluvial faz parte da rotina.
O que muda para o paciente: o pronto atendimento é a porta de entrada mais usada, dentista particular custa menos do que no Sudeste e a farmácia popular pesa mais no orçamento das famílias. Quem mora em Palmas, Porto Velho ou Boa Vista costuma viajar para Goiânia, Brasília ou Manaus quando precisa de alta complexidade.
Hospitais, clínicas, dentistas, laboratórios e mais, com endereço e telefone, em cada uma das 45 cidades.